Foi possivelmente para esta casa, segundo os seus biógrafos, que, por volta de 1562, se retirou o aventureiro, explorador e escritor de «A Peregrinação» Fernão Mendes Pinto, onde por volta de 1569 começou a escrever a sua obra-prima e veio a falecer a 8 de Julho de 1583, com a idade de 73 anos. Era casado com Maria Correia de Brito, natural do Pragal e trinta anos mais nova do que ele, tinha prole, sendo um filho quem por testamento lhe deu sepultura na Igreja de S. Tiago, em Almada, na capela devotada a N. S. da Conceição, muito perto do altar.
Pertença do Instituto Nacional de Habitação, à espera de reabilitação e utilização condignas que tardam, a actual Quinta de Santo António de Palença de Cima e «Vila de Palença», como então a ela se referia Fernão Mendes Pinto, sofreu várias alterações no longo passado, conservando no entanto, segundo especialistas na matéria, elementos construtivos dos séculos XVII e XVIII.

6 comentários:
Engraçado ver mais um artigo a falar de Palença de Cima.
Localidade onde felizmente passei grande parte da minha infância/adolescência.
No entanto, a informação aqui dada é errada. Este edifício pertence ao meu avô, António de Jesus Fernandes e não ao INH.
Lamentavelmente os apoios são inexistentes, e a câmara nunca contribuiu para conservar não só um edifício em ruínas como toda a historia a ele associada.
Engraçado quando vimos na junta de freguesia do Pragal, a mesma referência ao edifício, sem que nada tenha feito para a preservação do mesmo.
Excelente iniciativa deste blogue.
As maiores felicidades.
Gonçalo Fernandes
Boa tarde Gonçalo,
Hoje estive em Palença de Cima pois estou a fazer uns estudos e perguntei aos locais pelo Eduardo Fernandes Penajoia, que será o seu pai, correcto?
Obrigado,
Pedro
Correto.
Que tipo de estudo?
Obrigado,
GF
Morei nesta casa (uma parte)no inicio da década de 70 ,em 1974 morava lá.
Tenho boas recordações de infância neste sítio, de vez em quando faço por lá um passeio e tento recordar o local como o conheci .
Jogar futebol no largo, assistir à passagem dos camiões carregados de barro no sentido da Fábrica de Palênça e carregados de cerâmica no sentido inverso.
Era na época usufrutuária do edifício uma fantástica senhora, também proprietária da taberna, a Dona Minervina.
Nos serões, após o encerramento da taberna, a dita senhora dirigia-se aos seus aposentos para descansar. Era seu hábito ficar a conversar na cozinha do piso superior.
Essas conversas eram muito interessantes. Dela ouvi as histórias da quinta que ainda cultivava boa parte com a ajuda do Cosme (seu empregado) e sou velho muar (um macho).
Dela ouvi histórias fantásticas acerca da "revolta dos marinheiros" que se terão refugiado ali quando em fuga.
Quanto à propriedade da casa sempre me pareceu que pertenceria aos "patrões" que seria também proprietários da fábrica de Palença e outras propriedades na zona .
Da dita senhora também ouvi a origem da localidade ter sido "batizada" com o nome de Penajóia.
Bem hajam
José Almeida
Caro José Almeida,
Gostei imenso de ler o seu comentário. A Dona Minervina era irmã do meu bisavô José Henriques (1904 -1998) e sobre ela já ouvi boas memórias da meu pai e da minha avó, que era sua sobrinha.
Encontro-me a compilar informação sobre vários familiares pois estou a desenvolver um livro sobre a minha família, com genealogia associada. Gostaria de falar um pouco consigo pelo que lhe deixo o meu e-mail, pedro.sousapinto@hotmail.com
Com os melhores cumprimentos,
Pedro Sousa Pinto
AMO-TE CAPARICA
Publicado por
Fernando Miguel
(tooltip)Só as pessoas que gerem esta Página podem ver quem publicou
·
18 de fevereiro às 18:20
·
A propósito desta publicação em "Eu Gosto das Freguesias de Almada" MÁQUINA DE ARRASTO NO BAIRRO DA PENAJOIA SOB ESCOLTA POLICIAL — DEMOLIÇÕES À VISTA? 🚨
O que se chama de Penajóia corresponde a uma área, a oeste da Quinta do Cesteiro, e antigamente pertença de um território mais vasto, conhecido tradicional e genericamente como Palença; a norte confronta com uma azinhaga que, outr,ora, ia até Palença (de Baixo) e que servia para uso de pessoas e viaturas que se movimentavam em direcção à fábrica de cerâmica com o mesmo nome; a noroeste faz divisa com a Quinta de S. João Baptista; a sul com a Rua dos Três Vales. O terreno, agora ocupada ilegalmente, corresponde a partes da Quinta de Santa Rita, Quinta de Santo António da Bela Vista e uma outra, encravada e mais pequena (Jal(r)etas), Na parte norte das construções ilegais, existiu outro bairro clandestino, no séc XX, demolido na sequência do PIA (Plano integrado de Almada), exactamente como aconteceu, p. ex., com o bairro clandestino do Valdeão, próximo do mercado abastecedor, a oeste do hospital. Parte do que é hoje considerado como Penajóia foi retalhado em lotes, que acabaram por ser absorvidos por expropriação, sob a égide do Fundo do Fomento da Habitação, instituto que antecedeu o actual IHRU. A área, ora em causa, sofreu um crescimento exponencial, na gestão do anterior mandato de Inês de Medeiros e na gestão da governação socialista. À época, não me recordo (admito estar enganado, de alguma reacão acutilante da referida presidente da CMA, com alvo na governação de então, contrariamente à sua determinação mediática contra o actual poder central. Este caso, que não é o único, e que envolve ambos os poderes - local e central - deveria ser encarado pelas autoridades responsáveis como uma situação que carece de um comportamento leal e colaborativo em ordem a uma resolução eficaz e partilhada, o que deveria implicar uma imperiosa e necessária colaboração transparente, isenta e conforme à prestação que é, deveria ser, inerente ao serviço público e respectivos servidores.
Imagem, de Penajóia, publicada pelo jornal "público". Acesso em 2026/02/18 18:29
Imagem disponível em https://www.dgterritorio.gov.pt/ Acesso em 2026/03/2026 20:30.
Representando: ao norte Quinta de Santo António (assim mencionada na matriz predial); logo abaixo, local com a casa por vezes identificada, de outiva - e sem comprovação - como tendo sido habitação de Fernão Mendes Pinto; a seguir, do lado este, a Quinta de S. João Baptista; do lado este a Quinta do Cesteiro; entre as duas últimas, e de este para oeste as quintas de S. ª Rita e a de Stº António da Bela Vista. É em partes destas duas que foram implantadas as construções clandestinas. Ao meio a vermelho, os tais lotes expropriados, e imediatamente acima uma pequena quinta (Jal(r)etas.
Para consultar as imagens, acedet a "Amo-te Caparica"
Postar um comentário